sábado, 30 de abril de 2011

2003

Bem, nem sei por onde começar - embora eu sinta que já comecei.

Até hoje, passaram-se dezenove anos e sempre fui visto e interpretado de maneira especial. Sei que isso não é, e nunca foi à toa. Se sou como sou, isso só pôde acontecer com os seus esforços, com a ajuda, o amparo, o carinho. A vida sempre nos põe barreiras, e gosto de vê-las como obras do destino, sem nunca esquecer meu livre arbítrio.

Tenho chances, sei que sou capaz de vencer, de conquistar meus objetivos, sejam quais for. E mais pra frente, quando estiver no alto, sorrindo, vou lembrar do abraço que dou no pai, quando ele chega cansado do trabalho (e eu com aquela ansiedade por boas notícias), e dos beijos da mãe, sempre que estamos juntos à tarde. Essa relação de amizade é única, porque amor tão sincero é difícil de ver (e viver) nos dias de hoje. Sou grato por ter vocês como pais, não importa os defeitos, as dificuldades, eu sempre amarei vocês!

Beijos e abraços de quem levo vocês no peito, seja pra onde for,

Thiago.

terça-feira, 29 de março de 2011

Acidente




Acordei Bemol
(Paulo Leminski)

Acordei bemol
tudo estava sustenido sol fazia
só não fazia sentido.


.

domingo, 27 de março de 2011

The Epstein Hypothesis



Pete Best, lembrei de você!

quinta-feira, 24 de março de 2011

Angra Enola Gay

artesãos da cidade,
padeiro, jornaleiro, enfermeiro,
feirantes.
o gelado da lâmina dentro do bucho
a praça do fórum girando em pastas de couro
cheiro de mijo
os senões da rua quinze,
sinos e bustos, bronze aprumado
os grandes nomes e seus pombos,
a curiosidade depois do acidente de trânsito
sabe, também o grito de gol, o pega-ladrão
documentos, almoxarifados, impostos
docinho de leite
prazos, pastas, bastas, cultos, filas
a saliva dela na minha boca
horários de almoço, cronograma
deadline
tudo batendo nas paredes de dentro do reator
turbilhando
brilhando
preço do arroz no pregão
tropas marchando na areia

Daily rough draft

O governador do meu estado deu uma palestra na FAAP, enquanto a USP, que é pública (e estadual, olhe só), estava em paralisação de funcionários.

O rio Pinheiros tava com cor de bosta. Ainda não entendi o porquê de mudar de cor entre marrom e preto. Às vezes, ele parece piche, meio espelhado.

A Ju está há mais de uma hora dentro de um ônibus na Av. Sumaré, tentando chegar na rodoviária. E nem choveu. Que demora.

Não tenho muito saco para terminar o aviso prévio no trabalho, mas como me propus e acho certo, assim farei. Planejo vir cedo nuns dois dias seguidos. Devo compensar minha ausência nos dias da entrevista e do exame psicológico.

O Big Bother Brasil vai acabar e não vai encher o saco. Se bem que, de todas as edições, essa foi a que menos me incomodou.

Tento falar com meu pai e o celular, não sei porque raios, não responde.

Ontem toquei pela primeira vez com um integrante da minha nova banda, Casanova. O Gustavo é muito bom e me deu uns toques. Como sou exigente comigo mesmo, fico nervoso na frente de pessoas que fazem melhor aquilo que me propus. Bobagem.

Não tenho medo da radiação da Usina Nuclear de Fukushima.

Apesar de não liderar mais um trabalho num centro espírita, sou religioso e não nego a minha fé.

Passagens compradas para viajar para o Rio de Janeiro!

Durmo sempre depois da uma da madrugada. Acordo cedo todos os dias e aproveito esse tempo para estudar baixo, nem que seja só tocar algumas músicas. Gastei um mês pra perceber que vai demorar um tempo até eu ficar bom nisso.

Não gosto do Gilberto Kassab. Não sei o que dizer quanto a posições políticas, mas me incomodo profundamente com a manutenção da mesmice. Por isso, não gosto do PT no governo federal até 2019 e do PSDB no governo estadual ad nauseum.

Tinha muita vontade de estudar a partir desse semestre. Como enfrentei problemas da Seção de Alunos de Letras, decidi estudar música seriamente com um instrumento que normalmente é de acompanhamento.

Não me preocupo mais com distinções entre o que sou e o que uma doutrina espera que eu seja.

Adorei o escritório novo onde vou trabalhar, o horário e tudo mais. Estou pronto para receber uma enxurrada de informações e conhecimento não-compartilhado na hora de começar a trabalhar. Se não sei, quero aprender.

Filé de frango a parmeggiana e espetinho misto fazem da hora do almoço um dos pontos altos do meu dia.

Cheguei ao ponto de achar muito melhor eu ser pago para aprender. O vínculo de aprendizado é muito melhor do que pagar para isso, uma vez que qualquer outra coisa, como as contas, a comida, o lazer, dependa da grana que vem na nota final. (Nessa ideia, não incluo música ou Letras.)

Faz tempo que não escrevo poesia em português.

Sinto que nunca mais vou conseguir viver sem notícias do mundo. Apesar da conta no banco, do seguro de vida, plano de saúde, tese de iniciação científica aprovada, quilos de poesia rabiscados, creio que só virei adulto depois disso.

Queria mais privacidade para estudar. Meu estudo é como qualquer outro que dependa de páginas e linhas.

sexta-feira, 18 de março de 2011

Man in the box

Enricrescido. Pelo menos nesta etapa.

Depois de começar a trabalhar no dia 22 de dezembro de 2009, segui até ontem com a certeza de que, apesar de gostar muito do que faço, consciente de que não poderia fazê-lo a vida inteira, iria buscar algo diferente.

Se antes eu era sumido, depois que entrei na BoxNET eu tinha o aval para sumir. Muita coisa mudou depois disso. Tive oportunidade de comprar coisas básicas para quem é de classe média e vive em cidade grande. Assumi um patamar novo, que vagava entre praças de alimentação e lojas online com uma frequência maior, mas sem que isso tomasse conta da vida. Pude, acima de tudo, conhecer novos amigos e aprender com eles, trabalhar em grupo e oscilar minha responsabilidade em registro e com horário de almoço. Em resumo, dei cabo de um novo ritmo de vida e de gastos e realizei pequenos desejos em detrimento da liberdade.

Mesmo que sempre tenha tido compromissos em lugares diversos, só na Box aprendi a pautar meu dia pelo comprometimento de horário de entrada e saída.

Também tive a oportunidade de tomar gosto pela política. O jornalismo me expôs às notícias, das quais só me desvencilhei durante o período de férias. Tudo era rádio, tudo era matéria, relevante ou não. O que parecia temporário, um horizonte diferente para um estudante da ciência humana pura, foi ganhando perspectiva. Aos poucos, entendi maior parte da insurgência de estudantes vermelho-desbotados. Percebi seus papeis e relevância. Percebi que, no mundo da ciência humana aplicada, os estagiários e efetivados da Box são, em maioria, de direita e repetem um discurso de oposição ao federal e afirmação do estadual, que assim se mantém. Raros casos de questionamento são vistos.

E, apesar do antro conservador, a Box acolheu e mostrou o quanto eu posso ser vendido. Sentia-me infiltrado, espionando, trabalhando. Deixo saudades e quase metade de um mês em aviso prévio.

Motivo? Ah, claro. Consegui um emprego que condiz melhor com o que quero para os próximos anos, combina com a rotina que está por vir - de um ano sem aulas na USP, apesar de matriculado, e com estudo de música -, paga muito melhor e, óbvio, oferta perspectiva de futuro. Como já mencionei, algumas decisões já haviam sido tomadas; só não sabia como levar adiante.

Já agradeci muito a Deus por tudo que conquisto.

Agradeço a quem me pegou pela mão, a quem me trouxe até aqui e a quem agora me guiará. Amanda, Roberta e Lucas e todos, cada um em um círculo, obrigado. Sei que, enquanto fui ajudando, fui ajudado.

quinta-feira, 17 de março de 2011

Renúncia de todas as renúncias

Como disse, outras decisões foram tomadas. Aqui vai uma carta aos meus companheiros de causa espiritual. Foi escrita no dia 25 de fevereiro de 2011 e tudo isso é muito vívido em mim. Significa o rompimento de um compromisso espiritual que extrapola qualquer significação de horário ou importância de rotina mundana. Depois de quase sete anos de convívio com os valores cristãos que hoje me compõem, percebi a distância entre estes e os hábitos que formam a instituição.

Sofrerei as consequências dessa decisão, sem medo. Acredito na pregação por conta de gestos, e assim farei de agora em diante, sendo como sou, santinho ou não. É uma decisão mais do que certa. Não tenho dúvidas e, apesar de não estar disposto para tal, estou aberto a discussões.




Olá a todos.

Eu prefiro conversar sobre isso pessoalmente, mas acho melhor abordar o assunto primeiro por escrito.

Antes de qualquer coisa, preciso avisar que isso se trata de um pedido de desculpas. Desculpas porque me sinto deslocado dentro das minhas responsabilidades, sejam elas obrigações ou deveres que assumo com prazer. Infelizmente, não consigo me dedicar com integridade a quase nada daquilo a que me propus. Pior; não consigo me dedicar dentro do mínimo aceitável, seja o mínimo das minhas próprias cobranças ou das alheias.

Já comparei minha situação e minha rotina com a de muitas pessoas do movimento de Mocidade e com as pessoas de fora. Às vezes, penso que posso como todos os outros, mas assumi que são casos diferentes, assim como cada um de nós tem um momento para despertar para uma vida de renúncias.

Não tenho disposição nem tempo para estudar, trabalhar e ser um trabalhador na casa espírita. Não ao mesmo tempo. O ano passado foi uma prova difícil e desgastante para mim. Foi o ano que percebi que teria que trabalhar, estudar para a faculdade (bacharelado), estudar para a licenciatura da faculdade e também estudar para o vestibular. Pouco a pouco, transformou as coisas que amo fazer; transformou cada uma delas em tarefas cansativas. Não conseguia elaborar uma aula de Mocidade com uma boa estrutura ou com dinâmicas, e agora, menos afogado, ainda não consigo. O improviso serviria para qualquer um, e não para o dirigente. O papel do dirigente de Mocidade não deveria se pautar exclusivamente no improviso, mas sim no preparo prévio, na presença em reuniões, na satisfação dada ao secretário, à casa e aos alunos, conforme diz o Vivência; e não na displicência, na auto-piedade e em enganar a mim mesmo e aos outros quanto a poderem contar comigo ou não.

Amparo da espiritualidade nunca me faltou. Também não faltou amparo da regional ou da casa, pois sei que não duvidam do potencial que tenho e que muitas vezes não enxergo em mim mesmo. Quanto mais aflito estou com minha disponibilidade para com o trabalho na casa, mais minha guarda aumenta, como uma compensação natural. Mas simplesmente não posso mais. Eu quero muito chegar ao ponto de não pensar se posso ou não comparecer a uma reunião, e não está dando. Antes não tinha problemas quanto a isso, pois não tinha assumido todos os compromissos que assumi.

Quero que eventos como o deste sábado (faltar em uma aula que não pude comparecer por precisar ficar em São Paulo) não se repitam mais. Não quero ser relapso em tudo a que me proponho. Assim como a Mocidade, vou pausar várias coisas que eu já tentava fazer. Abandonei a licenciatura da USP. No ano passado, não pude ir ao Encontro Geral, e descobri recentemente que neste ano também não vou poder. Já não tenho mais banda também porque eu não podia ir aos ensaios nem tinha tempo para praticar sozinho. O tempo livre que me resta eu descanso na internet ou com séries. A faculdade, que passei no vestibular para fazer um novo curso, só vou começar no ano que vem, apesar de já estar matriculado. Por conta do conflito com o horário da turma de mocidade, deixei a única caravana da EAE que eu podia fazer, já que estou em São Paulo durante a semana, o que também me mantém distante fisicamente dos assuntos da ACEIT. E vou deixar meu emprego para procurar algo que me pague melhor.
Conto com a espiritualidade e com minha compreensão em cada uma dessas etapas.

É importante deixar claro que não tenho problemas quanto à falta de alunos. Se eu estivesse no GEAE ou no FEUM, eu também teria detectado esses problemas comigo. Acredito na causa e nunca me deixei abalar por problemas da casa. Muito pelo contrário; eram esses problemas de estrutura que faziam eu me sentir mais participativo. Não questiono minha relevância na Mocidade da ACEIT, pois também sei que cada um é muito importante, principalmente quando só temos uma turma e com dois trabalhadores.

Se não bastassem todos esses impasses, ainda tenho o peso de fazer meu futuro funcionar. Preciso economizar para me estabelecer em São Paulo, onde durmo na sala para morar de graça, sem pagar contas de água ou luz. Se não fosse assim, não daria e já teria voltado para Santos, onde não vejo espaço para mim. Esses problemas não têm nenhuma relação com o centro ou com a turma de mocidade, eu sei. Em resumo, sim, eu estou colocando a minha vida pessoal e material em primeiro lugar nesta fase, porque preciso dessa base para poder me dedicar integralmente a tudo que gosto e amo, como a Mocidade ou qualquer outro trabalho na casa espírita. Quero fazer uma nova EAE e estudar para ser expositor.

Minha saída talvez signifique que o Edson assuma mais responsabilidades. Na prática, essas responsabilidades já eram exercidas por ele em grande medida, já que eu estava longe. O que mais fazíamos era ensinarmos uns aos outros, o que foi um combustível para todas minhas e tuas semanas durante esses anos. Não espero que isso deixe de existir, viu, Ed? Aguardo que novos alunos apareçam logo, já que somos jovens e temos sede de passar adiante o evangelho com a doutrina.

Creio que eu tenha sido claro. Perdão pelo tom sério, mas não devo ser em todas as horas o mesmo Thiago comedido. Em um momento de desligamento como esse, não seria adequado nem digno poupar palavras.

Abraços a vocês. Obrigado pelo apoio nestes tempos.
Até logo.

--
Thiago Augustinho
יעקב וגוסטין

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Estudio con Trabajo


Me lembro de um colega que precisava vender seu violão. Eu tinha uns amigos que tocavam juntos e eu mesmo começava a arranhar a garganta com algumas músicas naquela época.

O violão foi um acaso, o empurrão que faltava. Foi ao mesmo tempo em que comecei a cantar. E como tive facilidade, aprendi rápido o básico dos dois. Peguei fácil a pestana, mas sempre tive dificuldades com a velocidade dos dedos. Apostei em acordes e por muito tempo só aprendia músicas por sites de cifras. A coordenação motora para dedilhados veio com músicas próprias da minha banda de rock, fazendo do violão o instrumento mais fiel nas mudanças dos meus gostos.

A gaita foi um surto de quando descobri o blues. Estava viciado em Gary Moore, Eric Clapton, Stevie Ray Vaughan e nem tinha parado pra ouvir Robert Johnson. Namorei vitrines na Teodoro Sampaio e peguei. A gaita é portátil, leve e não é cara. Aprendi muito pouco, não tirei muitas músicas e acabou encostada. Vez ou outra prometo retomá-la.

O pandeiro e todos meus instrumentos de percussão vieram bem depois que descobri o samba. Foi quando comecei a estudar teoria musical. O estudo era prático, todo baseado em ritmo. Os exercícios me salvavam de qualquer congestionamento - e os demais passageiros do ônibus não entendiam o que aquele maluco fazia lendo um caderninho e batendo pés e mãos, ainda que tentasse ser discreto. Ganhei calos novos e, por incrível que pareça, me ajudou muito a ter coordenação de cantar e tocar violão. Seu problema era o barulho para o estudo, então dei atenção muito mais aos ritmos do que aos instrumentos. Nessa fase experimental, me sentia o Hermeto, só que mais bronzeado, usando pau-de-chuva, kalimba, berimbau, ocarina, triângulo, surdo, ganzá e garrafas numa parceria que ainda acho que não acabou.

O charango foi quando me entreguei aos indigenismos e hispanismos da América. Já havia pesquisado bandas do Nordeste e Norte do Brasil, mas não tinha ultrapassado as fronteiras do país. Não tinha mais banda de rock. Quando percebi que lá fora se faz música popular e rentável cada um à sua maneira, vi que a diversidade não é exclusivamente brasileira. E foi sentindo o som do charango vibrando na altura do peito - o lugar onde deve ser tocado -, vi que não era só um gosto, uma mania qualquer. E as dez cordinhas entraram para o time.

O que todos têm em comum? Sim, podem ser carregados de cima pra baixo. Não são pianos de cauda, mas reunir tudo dá um bom peso. Enfim, todos são acústicos. Mesmo com toda a minha formação contrária a tudo que tá aqui, logo acima, tendo contato muito maior com rock e instrumentos elétricos, sempre preferi o violão - e o de cordas de náilon, o mais distante do rock que ouvimos hoje.

Resolvi obedecer a tendência que negava, graças à distância que tive deste mundo de palco e estúdio com taxímetro. A falta fez com que mudasse. O mais próximo que cheguei da tomada foi quando comprei meu microfone e quando comprei um condensador, que há mais de um ano não vejo. Decidi perseguir uma vontade velha, aliada ao meu gosto antiquado, à sonoridade vintage e ao meu grave. Comecei a tocar baixo.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

garranchos & floreios

Passei. De novo. Pois é. Pois é!
Sem dúvida, boa notícia. Alguma notícia, já que estou meio longe dessas páginas. Não sei ainda como vai ser trabalhar ao mesmo tempo que faço minhas matérias. Tive um pouco disso quando comecei o ano passado; era corrido e foi a primeira vez que tive que escolher um caminho desistindo de outro - e assim não soube se declinei ou não a licenciatura. Mas por que prestar a Fuvest de novo?

Prestei mais uma vez o vestibular da USP por inúmeros motivos. Posso dar vários rótulos a eles, como gostar de estudar e não ver tanta inclinação para a profissão. Porém, o que mais resume essa escolha foi a falta de preparo. Não me sinto preparado para alguns dos caminhos que posso escolher.

Não sou o músico que gostaria ser, não sou um exímio linguista, não tenho didática fixa. Sou muito responsável em algo - e quando assim sou, falto com a atenção com o resto e me torno o relapso. O amante e o amador. Daí minha ausência para uns e amigo-de-todas-as-horas pra outros, minha nota excelente ao lado da nota baixa, minha rouquidão ao lado da afinação perfeita. Falta a técnica. Em todos os aspectos.

Estou muito feliz. Guardo essa felicidade para mim. Enganei você; escrevo, mas não dividi a felicidade. Ela é minha e me acompanha da carteira à lápide. Deixo registrada somente a preocupação, a têmpora saltada no momento da dúvida: o amanhã? A partir de hoje, apoiado no balcão da matrícula, autentico o adiamento de algumas decisões.

Outras já foram tomadas.

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

domingo, 9 de janeiro de 2011

O queridinho do Harold Bloom


Flagrado na Ilha de Caras, Fernando Pessoa disse que está bem mais leve depois que passou a ser um só.

LISBOA –

Em pronunciamento que pegou de surpresa o mercado editorial, o poeta e investidor Fernando Pessoa anunciou ontem a fusão dos seus heterônimos. Com o enxugamento, as marcas Álvaro de Campos, Ricardo Reis e Alberto Caeiro passam a fazer parte da holding Fernando Pessoa S.A.
“É uma reengenharia”, explicou o assessor e empresário Mário de Sá Carneiro. Pessoa confessou que a decisão foi tomada “de coração pesado”: “Drummond sempre foi um só. A operação dele é enxutinha. Como competir?”, indagou. O poeta chegou a pensar em terceirizar os heterônimos através de um call-center em Goa, mas questões de gramática e semântica acabaram inviabilizando as negociações. “Eles não usam mesóclise”, explicou Pessoa.

Trecho da Revista Piauí usado na prova de português da segunda fase da Fuvest, que fiz hoje. Nem preciso falar que ri muito, assim como ri com Give It Away por engano no meio de uma aula de "Música no Brasil Colônia". Ai ai... Fez eu pensar bastante em assinar a revista. Muito bom.